Eficiência do “movimentar” na terceira idade

EFICIÊNCIA DO MOVIMENTAR NA TERCEIRA IDADE – PROCESSO NÃO MEDICAMENTOSO PARA UMA MELHOR QUALIDADE DE VIDA

Hoje temos uma grande população de idosos em nosso País. E a tendência é aumentar. Em decorrência disso, a questão da atividade física para idosos está sendo meramente estudado e avaliados pelos profissionais de Educação Física e equipes médicas. Em minha experiência com atividade física, escuto relatos de alunos da terceira idade sobre deixar de se exercitar por causa de quedas ou luxações (torções) em articulações e lesões em musculaturas da estrutura coxa-joelho-perna-pé.

exercicios-para-idosos

Os idosos são mais suscetíveis a quedas por causa do próprio processo de envelhecimento. Uma das consequências para que isto ocorra é a perda de um dos principais componentes do músculo, o sarcômero, causando a conhecida sarcopenia, que provoca de diminuição da massa e força muscular. Na questão da força, as alterações são diretamente em relação a função do músculo, alterando os níveis de produção de força muscular.

Essa diminuição de produção de força pode limitar a capacidade de realização das atividades da vida diária e aumentar o risco de quedas, o que leva à diminuição da autonomia de determinados movimentos e, consequentemente, da qualidade de vida das pessoas idosas.

Como é sabido entre os profissionais de Educação Física, os músculos extensores e flexores do joelho estabilizam a articulação e o declínio da força desses grupos musculares também reduz a capacidade de absorção de impactos, ou seja, diminuem a capacidade em proteger a articulação contra cargas mecânicas (sobrecarga).

Mas David, com a diminuição de força perdemos também a capacidade de ficarmos em pé?

SIM!

A questão da perda de produção de força muscular em membros inferiores está intimamente ligada ao indivíduo manter-se em pé. Na produção de força, os músculos precisam contrair para poder existir o movimento de locomoção. Se há a diminuição de estruturas que façam esse trabalho, o risco de queda ou de tropeços é muito maior. Até a falha muscular involuntária já está relacionada com essas quedas em idosos.

Devidamente instruído e, se possível, com a ajuda de um Profissional de Educação Física graduado, existem meios de reduzir esse risco. Uma forma eficaz de atividade são movimentos do dia a dia, tal como o levantar e sentar. A grande maioria dos idosos tem certa dificuldade de sentar-se e, no pior caso possível, de levantar-se. Outra forma de trabalhar a estabilidade seria com exercícios subir e descer escadas, já que para passar de um degrau a outro, principalmente na hora da descida.

Mas temos que ter a noção que na atividade física tudo depende. Não somos uma área exata. Todas as limitações precisam estar muito bem analisadas, com todos os exames físicos e clínicos em dia. Neste sentido, atividades que proporcionem um aumento da força muscular são recomendadas para idosos, porque podem resultar em benefícios para o desempenho funcional.

Mas nada adianta se o idoso fizer isto uma ou duas vezes na semana. Isto tem que estar preso na consciência que para uma vida com qualidade de vida, terá que apenas movimentar-se.

Então, MOVIMENTEM-SE! Mãos à obra!

 

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