Exercício Físico e Câncer

Segundo o AMERICAN CANCER SOCIETY (2005), o câncer se define como um crescimento descontrolado e anormal das células no organismo.

câncerJá de acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o Câncer é o nome dado a um conjunto com mais de 100 doenças que tem em comum o crescimento desordenado das células, que invadem os tecidos e os órgãos, que dividindo-se rapidamente estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, o que determina a formação de tumores malignos que podem se espalhar para outras regiões do corpo.
De acordo com o INCA (2018), o câncer pode surgir em qualquer parte do corpo, porém com alguns órgãos sendo mais afetados, sendo eles: Pulmão mama, colo do útero, próstata, cólon e reto, pele, estômago, esôfago, medula óssea e cavidade oral.

A prevenção, passa por ações realizadas em reduzir os riscos da doença. Tendo o objetivo primário, impedir o seu desenvolvimento, o que inclui a adesão de uma vida saudável. Já o objetivo secundário, é detectar e tratar as doenças pré-malignas ou câncer assintomáticos iniciais (INCA, 2018).

Os principais fatores de risco, segundo o INCA (2018), são:

  • Tabagismo
  • Alimentação
  • Peso Corporal
  • Hábitos Sexuais
  • Fatores Ocupacionais
  • Bebidas Alcóolicas
  • Exposição Solar
  • Radiações
  • Medicamentos

A atividade física praticada de forma regular, sendo prescrita de forma correta, corresponde a uma redução do risco de câncer em até 30%, além de ser efetivo no controle do peso. Nos casos já diagnosticados, alguns estudos vem a apontar o exercício físico como uma alternativa na prevenção das funções fisiológicas e metabólicas, especialmente na preparação física e psicológica do paciente para enfrentar o tratamento. No decorrer das fazes do tratamento, auxilia na manutenção do peso e das funções neuromusculares e no combate de estados de fadiga e caquexia que é grau extremo de enfraquecimento (PEDROSO et al, 2005).

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O câncer de mama, segundo o INCA (2018), é um dos principais tipos da doença. A mastectomia (remoção total da mama), que vem acompanhada pode determinar complicações físicas imediata ou tardiamente à cirurgia, como: Limitação e diminuição dos movimentos do ombro e braço, linfedema (inchaço em um braço ou uma perna causado por uma obstrução do sistema linfático) e variados graus de fibrose da articulação escapuloumeral (PRADO et al, 2004).

A reeducação da cintura escapular e do membro superior é uma necessidade básica para a paciente submetida à cirurgia do câncer de mama, tendo como principal objetivo reestabelecer o mais breve possível a função do membro superior (PRADO et al, 2004). Segundo Bacurau e Costa Rosa (1997, p. 143), citado por Rocha et al (2007), alguns estudos epidemiológicos oferecem várias evidências de que a prática de exercício físico diversos, promove reduções consideráveis nas taxas de mortalidades dos indivíduos. E vários destes estudos apontam o sedentarismo como um fator determinante para da possibilidade do surgimento de alguns tipos de câncer.

Segundo Cheema et al (2007), citado por Nascimento et al (2011), em sua revisão sistemática, observou-se que a realização do treinamento de força combinado com o treinamento aeróbio, realizado de duas a três vezes por semana é seguro e benéfico para mulheres portadoras do câncer de mama, o que ocasionou nas melhoras funcionais, psicológicas e clínicas.

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De acordo com Nascimento et al (2011), o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), em uma comunicação especial sobre a prescrição do exercício em indivíduos sobreviventes, informou que o exercício físico é seguro, durante e após os vários tipos de tratamento do câncer, inclusive o tratamento intensivo com o transplante de medula óssea.

Com base no artigo de revisão de Nascimento et al (2011), concluiu-se que a junção do treinamento de força e aeróbio pode trazer benefícios nos indivíduos em tratamento e pós-tratamento, sendo bem aceita pelos pacientes. Reforçando que o benefícios podem variar, significativamente,  de acordo com o tipo de câncer, da intensidade, da frequência e da duração do programa de exercícios e do estilo de vida do paciente.

Segundo as diretrizes do ACSM (2014), os portadores devem evitar a inatividade durante e após o tratamento. O seu recente painel de especialistas, sobre as diretrizes para o exercício físico em adultos que sobreviveram, chegou a conclusão de que existem diversas evidencias de que o exercício seja seguro durante e após o tratamento para todos os tipos de câncer que foi revisado, são eles:

  • Mama
  • Próstata
  • Cólon
  • Hematológico
  • Ginecológico

A recomendação da ACSM (2014), é baseada na recomendação da ACS (American Cancer Society), que aponta de 30 a 60 minutos de atividade física de intensidade moderada a vigorosa pelo menos 5 dias por semana.

 

Fontes de Pesquisa / Referencia Bibliográfica

 

PEDROSO, Wellington; ARAÚJO, Michel Barbosa; STEVANATO, Eliane. Atividade física na prevenção e na reabilitação do câncer. Motriz. Revista de Educação Física. UNESP, v. 11, n. 3, p. 155-160, 2006.

 

PRADO, Maria Antonieta Spinoso et al. A prática da atividade física em mulheres submetidas à cirurgia por câncer de mama: percepção de barreiras e benefícios. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 12, n. 3, p. 494-502, 2004.

 

VIDA SPINOLA, Acauã; DE SOUZA MANZZO, Ivani de; MIRANDA DA ROCHA, Cláudio. As relações entre exercício físico e atividade física e o câncer. ConScientiae Saúde, v. 6, n. 1, 2007.

 

CHEEMA, B. et al. Progressive resistance training in breast cancer: a systematic review of clinical trials. Breast Cancer Research and Treatment, Secaucus, v. 109, no.1, p. 9-26, 2007.

 

DO NASCIMENTO, Elaine Batista; LEITE, Richard Diego; PRESTES, Jonato. Câncer: benefícios do treinamento de força e aeróbio. Journal of Physical Education, v. 22, n. 4, p. 651-658, 2011.

 

Diretrizes do ACSM para os testes do esforço e sua prescrição, American College of Sports Medicine; tradução Dilza Balteiro Pereira de Campos. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2014.

 

INCA,Instituto Nacional de Câncer. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/>. Acesso em: 29 de maio de 2018.

 

INCA,Instituto Nacional de Câncer. Disponível em: <http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/cancer/site/oquee>. Acesso em: 29 de maio de 2018.

 

INCA. Disponível em:

<http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/cancer/site/prevencao-fatores-de-risco>. Acesso em: 29 de maio de 2018.

 

Verner Roberto , Graduado em Web Designer e Graduado em Educação Física pela UNIBRA. Gerente comercial e imprensa Mente Fitness. Curioso, apaixonado por Futebol, Treinamento Funcional, Musculação e Exercício como Qualidade de Vida. Tem como foco principal especializar-se em atividades físicas para 3ª Idade. Trabalhou como Prof. Estagiário de Musculação na Academia R2 , Topfit, Hi Academia, Estudio ACCEL e sócio proprietário do Blog Mente Fitness.

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