Já ouviu falar sobre “pré-ativação” muscular?

treinando-rosca-direta– Vou tentar exemplificar da seguinte maneira:

Os exercícios de flexores do cotovelo são objetivos principais da sessão, ou seja, a rosca direta supostamente seria um destes exercícios para a escolha das ações dos flexores do cotovelo.
No entanto, na pré-ativação, o primeiro exercício a ser realizado não seria para flexores dos cotovelos, como a rosca direta por exemplo. O exercício prioritário para iniciar seria para os extensores do cotovelos com “altíssima” intensidade “tensional” na força aplicada (OMNI/10 -1 a 3 RM).

Como assim?

Isso mesmo! Iremos realizar uma grande “força” nos extensores do cotovelo.

E o que supostamente poderá acontecer?

As ações dos flexores dos cotovelos serão potencializadas após essa intervenção na “pré-ativação”.

Qual será uma das razões para este fenômeno acontecer?

Fleck e Kraemer (1999), comentam que um dos apontamentos prováveis será a ativação de OTGs, que quando ativados o mecanismo de proteção do reflexo miotático invertido irá promover a diminuição da atividade agonista e a “estimulação” do antagonista, que no caso é a flexão dos cotovelos (rosca direta), que exemplificamos como prioridade para a sessão.

Novos estudos são necessários sobre os efeitos crônicos no ganho de força, hipertrofia e sobre o estado de treinamento do sujeito na “pré-ativação”. Mas certamente é mais uma variável aplicada no treinamento de força (FLECK; KRAEMER, 1999).

Se você não teve a experiência de realizar esta variável aguda no treino, aconselho e se surpreenda com os resultados em sessão.

“Ciência e Prática lado a lado”

E não menospreze alguns estudos e autores clássicos do treinamento 😉

Grande abraço.

 

Comentários

Comentários

Compartilhe através do: